A AACC/Copagril/Prefeitura de Marechal Cândido Rondon mostrou que, em uma semifinal nacional, não basta apenas jogar bem. É preciso saber competir, controlar os momentos da partida e suportar a pressão. E foi exatamente isso que a equipe fez na noite desta quarta-feira (7), em Rio Verde (GO).
Diante do Clube Resenhas, a Copagril empatou em 1 a 1 no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil Feminina de Futsal e garantiu, de forma inédita, uma vaga na grande final da competição. Como havia vencido o primeiro duelo por 2 a 1, em Marechal Rondon, a equipe avançou com o placar agregado de 3 a 2.
O resultado em Goiás ganha ainda mais peso quando se considera o cenário da partida. A Copagril chegou ao confronto com uma vantagem mínima e sabia que enfrentaria um adversário empurrado por sua torcida e obrigado a buscar a vitória.
A estratégia rondonense passou justamente pelo equilíbrio. A equipe não precisava transformar a partida em uma corrida desenfreada por gols. Precisava entender o jogo, administrar a vantagem e aproveitar as oportunidades.
E o gol de Maria, logo no início, tornou o cenário ainda mais favorável. O Resenhas aumentou a pressão e conseguiu o empate com Isabela, nos minutos finais, mas a equipe goiana não encontrou o segundo gol que levaria a semifinal à prorrogação.
Foi uma classificação que não veio pela facilidade, mas pela capacidade de jogar uma semifinal como semifinal.
A vaga representa muito mais do que chegar a uma final.
A Copagril já havia eliminado o Praia Clube (MG) e o Leoas da Serra (SC) nas fases anteriores, antes de superar o Resenhas na semifinal. Agora, a equipe de Marechal Cândido Rondon terá pela frente o Taboão/Magnus (SP) na decisão.
O trabalho comandado pelo técnico Jean Model chega, portanto, a um momento histórico. A própria comissão técnica tratava a classificação como um objetivo inédito para o projeto e também como caminho para uma vaga na Supercopa Feminina de Futsal de 2027.
O mais interessante desta campanha é que a AACC Copagril não chegou à decisão apenas pelo talento individual. Chegou porque construiu uma equipe capaz de sofrer quando necessário, competir nos detalhes e manter a concentração quando a pressão aumenta.
Em Goiás, foram 40 minutos para confirmar aquilo que o primeiro jogo já havia sinalizado: Marechal Rondon tinha uma equipe preparada para enfrentar os grandes desafios do futsal feminino brasileiro.
Agora, falta um último capítulo.
A AACC Copagril está na final da Copa do Brasil. E Marechal Cândido Rondon está, definitivamente, no mapa do futsal feminino nacional.
A classificação dos dois finalistas também garante vaga na Supercopa Feminina de Futsal 2027.